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Os melhores boxeadores Brasileiros

Os melhores boxeadores Brasileiros

 

Eder jofre

Éder Zumbano Jofre (São Paulo, 26 de março de 1936) é um ex-pugilista brasileiro. Lutava sob as cores do São Paulo Futebol Clube. É considerado por especialistas como o maior nome do boxe brasileiro em todos os tempos. Ficou conhecido também pelo apelido "Gali

Éder nasceu no bairro paulistano do Peruche, em uma família de boxeadores. Seu pai, o argentino José Aristides Jofre, mais conhecido como "Kid Jofre" (1907 - 1974), já havia sido um respeitável pugilista, passando assim os ensinamentos para Éder, que logo aprendeu a "amar a nobre arte".

Pugilista brasileiro nascido em São Paulo, Estado de São Paulo, único brasileiro a conquistar o título de campeão mundial de boxe, em duas ocasiões e, assim, foi o maior pugilista brasileiro de todos os tempos, tendo conquistado os títulos mundiais de pesos galo e pena. De família de pugilistas, destacou-se inicialmente como amador na categoria peso-mosca. Invicto, passou para a categoria dos galos (1956), representou o Brasil no campeonato latino-americano de Montevidéu e participou dos Jogos Olímpicos de Melbourne, Austrália (1965), onde chegou às quartas-de-final na categoria peso galo, sendo eliminado pelo chileno Cláudio Barrientos. No ano seguinte, começou sua carreira profissional. Conquistou o título brasileiro de galos (1958), profissionalizou-se e apareceu no ranking mundial da World Boxing Association (1959). Conquistou o título sul-americano (1960) e pouco tempo depois, o cinturão do título mundial dos pesos-galo (1960) ao derrotar o mexicano Eloy Sánchez, por nocaute, no sexto assalto.

 Mudou-se (1961) para os Estados Unidos com um retrospecto de 24 vitórias, 2 empates e nenhuma derrota e neste ano, conquistou o título mundial dos pesos galo pela National Boxing Asociation. Um ano depois, unificou os títulos dos galos ao vencer o irlandês Johnny Caldwell, e tornou-se o único campeão do mundo na categoria,

 e manteve-se invicto até perder o título em Tóquio para o japonês Masahiko Fighting Harada, numa polêmica decisão por pontos (1965), após defender seu título sete vezes consecutivas, vencendo todas as lutas por nocaute. Mudando de categoria voltou ao boxe (1969) na categoria dos pesos-pena. Novamente ranqueado (1970), conquistou o título mundial dos penas (1973) ao vencer, por pontos, em Brasília, o cubano naturalizado espanhol José Legra, Venceu todas as 25 lutas que realizou como pena, conquistando o título do Conselho Mundial de Boxe (1973). Continuou a carreira por mais três anos, vencendo todas as lutas. Após a morte do irmão Dogalberto, resolveu se aposentar (1976) com 81 lutas: 77 vitórias (52 nocautes) 2 empates e 2 derrotas. Assim perdeu o título por não o ter posto em jogo dentro do prazo previsto. Abandonou definitivamente o boxe (1976) e ingressou na política e elegeu-se vereador na cidade de São Paulo em três pleitos. Foi eleito entre especialistas para ingressar no Hall of Fame do boxe mundial, em Nova York, EUA (1992). A revista The Ring, a mais prestigiada publicação do setor, também colocou o pugilista brasileiros entre os maiores e foi eleito entre os 50 melhores boxeadores da era moderna, ficando em 9º lugar.

 

 

Cartel

  • 78 lutas
  • 72 vitórias
  • 50 nocautes
  • 4 empates
  • 2 derrotas (os dois contestados combates contra Harada)

Conquistas

  • Campeão da Forja de Campeões (amador) - 1953
  • Campeão Brasileiro dos galos - 1958
  • Campeão Sul-americano dos galos - 1960
  • Campeão Mundial da AMB (Associação Mundial de Boxe) dos galos - 1960
  • Campeão Unificado (títulos pelas federações americanas e européias) dos galos - 1962
  • Campeão Mundial dos penas pelo CMB (Conselho Mundial de Boxe) - 1973

 

 

Acelino Popó de Freitas

 

Popó iniciou sua carreira com 14 anos como amador. Foi campeão Baiano aos 14, campeão Norte-Nordeste aos 15 e Campeão Brasileiro aos 17 anos. Em 1995, foi convocado para a seleção Brasileira que disputaria os Jogos Pan-Americanos de 1995, em Mar Del Plata. Com a conquista da medalha de prata no Pan, Popó passou a lutar no boxe profissional.

Popó fez sua primeira luta no dia 14 de julho de 1995, vencendo por nocaute aos 34 segundos do primeiro round. Na sua sexta luta, Popó foi campeão do Mundo Hispano pela WBC (Conselho Mundial de Boxe).

Conquistou o título latino da IBF (Federação Internacional de Boxe) ao derrotar o colombiano Arcelio Díaz no primeiro round. Na sua luta seguinte, já com um cartel de 9-0 (todas as vitórias por nocaute) e como campeão latino, Popó fez sua primeira luta fora do Brasil, na Costa Rica, também vencendo por nocaute. Em 1998 foi campeão brasileiro na categoria Super-leve. Em outubro de 1998 foi campeão do título NABO, titulo regional da WBO (Organização Mundial de Boxe), ao vencer o mexicano José Luis Montes por nocaute no primeiro round.

Em abril de 1999, defendeu o título NABO derrotando o mexicano Juan Ángel Macias por nocaute no oitavo round.  

No dia 7 de agosto de 1999, com cartel de 20-0 (20 nocautes), Popó conquistaria seu primeiro título Mundial. A luta ocorreu na França contra o campeão, lutador do Cazaquistão, Anatoly Alexandrov, valendo o título Mundial Superpena da WBO.

Logo no começo da luta Popó tomou a iniciativa, procurando acertar alguma sequência que derrubasse o adversário. E ela veio com pouco mais de 1 minuto de luta com uma sequência seguida de um golpe de direita que levou o Campeão a Knockdown. O campeão se levantou, mas ja estava abalado pelo golpe de Popó que rapidamente voltou a golpear e derrubar denovo seu adversário que ficou inconsciente por 5 minutos.

Após a luta, Popó assinou contrato com a Showtime, e passou a ter suas lutas transmitidas para os Estados Unidos.

Da conquista do cinturão até janeiro de 2002 (data de sua luta de unificação), Popó defendeu seu título 6 vezes contra Anthony Martínez, Barry Jones, Javier Jauregui, Lemuel Nelson, Carlos Alberto Ramón Rios e Orlando Jesús Soto, vencendo todas por nocaute. Além de mais 3 lutas sem título em jogo contra Cláudio Victor Martinet (vencida por nocaute no terceiro round), Daniel Alicea (vencida por nocaute no primeiro round) e contra o ex-campeão mundial Alfred Kotey. Por decisão unânime, essa última luta quebrou o recorde de nocautes de Popó (até então Popó tinha vencido todas as suas 29 lutas por nocaute).

Em 12 de janeiro de 2002, Freitas (30-0 na época) decidiu acertar uma luta de unificação de título dos Superpenas com o campeão mundial da WBA (Associação Mundial de Boxe) e campeão olímpico de boxe, Joel Casamayor (26-0 na época). Na disputa de unificação entre os 2 campeões invictos, um knockdown controverso e uma penalização para Casamayor por um golpe ilegal fizeram a diferença, e Popó venceu a dura luta por decisão unânime.

A luta começou com o brasileiro tomando a iniciativa e vencendo claramente os 3 primeiros rounds, mas no decorrer da luta o cubano equilibrou as ações e o que se viu foi uma das lutas mais disputadas do ano.

Em um confronto clássico de boxe entre o nocauteador Popó contra o boxer Casamayor, os papeis se inverteram e o cauteloso e inteligente Casamayor chegou a tomar a iniciativa em alguns rounds enquanto o agressivo Popó mostrou muita movimentação e variação de golpes.

Um golpe de Popó no 3º round, que acertou no ombro direito de Casamayor enquanto esse recuava, foi contado como knockdown pelo árbitro Joe Cortez e Casamayor sofreu uma penalização de 1 ponto por acertar Popó enquanto o juiz os separava de um clinch. Essa foi a diferença na contagens final no scorecards dos juízes. Anel Robert Byrd, Bill Graham e Dave Moretti deram pontuações idênticas de 114 a 112 para o brasileiro.

Popó era então bicampeão mundial superpena por 2 organizações: WBA e WBO.

Seguindo a grande vitória sobre Casamayor, Popó derrotou o invicto e número 1 do ranking da WBO, Daniel Attah, defendendo seu cinturão. Em seguida, venceu o mexicano Juan Carlos Ramírez por nocaute, defendendo seus 2 cinturões.

Em 9 de agosto de 2003, Popó fez uma das lutas mais memoráveis de sua carreira contra o argentino Jorge Rodrigo Barrios. Barrios tinha um cartel de 39-1-1 e era praticamente invicto já que sua única derrota havia sido por desqualificação. Estavam em jogo seus dois cinturões de Superpena da WBA e WBO.

Popó começou a luta muito bem e vencia tranquilamente a luta até o oitavo round, quando foi pego por um golpe do argentino que o derrubou. A partir daí, a luta tomou outro rumo, com Barrios tomando a iniciativa e procurando nocautear Popó.

No décimo primeiro round, um direto de Barrios levou Popó a knockdown. Popó cuspiu seu protetor bucal para ganhar tempo após a contagem do árbitro. Até o final do round, Barrios tentou de todas as formas nocautear Popó que se defendia. Porém no final do round, bem ao soar do gongo, Popó acertou um direto que levou Barrios a um knockdown que é lembrado até hoje pelos que viram a luta.

A luta recomeçou no round 12 com Popó determinado a decidir a luta e derrubando Barrios mais uma vez. O argentino se levantou, mas uma nova combinação do brasileiro fez Barrios cair de novo e o juiz interromper a luta, dando vitória ao brasileiro.

Popó conseguia então o título de supercampeão Superpena da WBO, uma honraria que é concedida para lutadores que defendem seu cinturão por 10 vezes.

Após anos defendendo seus títulos de Superpena, Popó (34-0 na época), dia 3 de janeiro de 2004, voltaria a categoria Peso leve e desafiaria o supercampeão da WBO, o lutador do Uzbequistão [:en:Artur Grigorian|Artur Grigorian] (36-0 na época). Artur era invicto, campeão desde 1996 e já havia defendido seu título por 16 vezes.

Em uma luta que se esperava ser muito disputada, Popó pareceu não sentir a readaptação ao peso novo e em uma atuação incrível, derrubando o adversário no quarto round e mais 3 vezes (os outros 3 knockdowns contados foram questionáveis), dominou o campeão a luta toda, vencendo por uma merecida decisão unânime (115-108, 116-107 e 116-107).

Popó se tornava campeão mundial pela terceira vez. Sustentando 2 títulos mundiais de Superpena (WBA e WBO) e agora como campeão mundial Peso Leve pela WBO.

Logo após sua vitória, Popó foi considerado o Lutador do ano de 2003 pela WBA.

Popó (35-0) sofreu sua primeira derrota na dia 7 de agosto de 2004, na primeira defesa do seu título dos Peso pena contra o Americano Diego Corrales (38-2 na época).

Após dominar claramente os 7 primeiros rounds, Popó aparentemente cansado foi pego por um Uppercut do Americano que o levou ao chão.

No nono round, quando tentava se recuperar do oitavo, ao tentar uma sequência na linha de cintura, tomou um contra golpe que novamente o fez cair, ao cuspir o protetor bucal, o arbitro penaliza Popó tirando um ponto. mesmo assim na contagem dos arbitros, e com a penalização sofrida, a contagem ate o nono round estava disputada ( Terry Price 86-83 Corrales, Franklin Mcneil 85-83 Freitas, Greg leon 86-84 Corrales).

No começo do décimo round, Popó sofre novo Knockdown e após se levantar opta por abandonar o combate.

Além de perder a invencibilidade, Popó perdia seu cinturão da categoria Peso Leve da WBO.

Depois de sofrer sua primeira derrota, Popó fez 2 lutas no brasil. vencendo o Argentino David Saucedo por pontos em Dezembro de 2004, e depois derrotando Fabian Salazar, do Panamá por nocaute no primeiro round em Julho de 2005.

Em Abril de 2006, Popó(37-1 na época) reconquistaria seu título mundial dos Pesos Leves pela WBO que estava vago. Em luta contra o americano Zahir Raheem ( 27-1 na época). Raheem vinha de uma vitória incrivel sobre a lenda mexicana Erik Morales.

A luta desde o seu começo foi muito equilibrada, cheia de movimentação com os 2 lutadores em ótima forma. Durante os 12 rounds, popó e Raheem trocaram jabs e combinações em um ritmo incrivel.

Ao final da luta o brasileiro venceu em decisão dividida dos juizes ( 115-113 Raheem, 115-113 freitas, 116-112 Freitas )

Popó conquistava pela quarta vez um título mundial, e reconquistava seu título de Peso leve da WBO.

Após a conquista, Popó anunciou sua aposentadoria. Pouco tempo depois, Popó anunciou que voltaria a lutar.

EM 28 de Abril de 2007, Popó sofre sua segunda derrota em luta de unificação de títulos da categoria Peso Leve. Popó ( 38-1 na época ) campeão peso leve da WBO, enfrentou Juan Diaz ( 31-0 na época ) campeão mundial peso leve da WBA.

Popó começou a luta dominando os primeiros rounds mas logo Diaz começou a fazer prevalecer sua força ( Diaz tinha 23 anos, enquanto Popó tinha 31. ).

No quinto round Diaz conectou boa sequência que quase levou o Brasileiro a Knockdown.

No fim do oitavo round, depois de receber muitos golpes, Popó decide no corner pouco antes do começo do nono assalto abandonar a luta. Diaz se torna campeão unificado Peso leve da WBA e WBO.

Após essa luta, Popó anuncia sua aposentadoria.

Depois de se aposentar, Popó se tornou Deputado Federal pela Bahia. Em 2011, decide fazer uma luta de exibição para seu filho mais novo que nunca o tinha visto lutar. Popó começa a treinar para uma luta de exibição que marcaria sua despedida definitiva do esporte.

Popó então recebe um desafio do jovem lutador Brasileiro Michael Oliveira (17-0) para uma luta. Após negociações, ficou definido que o combate seria no dia 2 de Junho no Conrad Casino em Punta del Este, Uruguai.

Após muita promoção e rivalidade criada entre os 2 lutadores, Popó nocauteou Michael em uma luta dominada do começo ao fim. Popó começou a luta tomando a iniciativa e acertando bons golpes no primeiro round. Michael respondeu no segundo round com um gancho de esquerda que fez Popó recuar, mas no final do terceiro round, Popó acertou ótimos golpes levando Michael ao primeiro Knockdown da luta. Dai em diante, o que se viu foi um passeio do ex-campeão que ao contrario do que se pensava, não cansou e se movimentou muito com combinações e esquiva em dia, evitando todas as investidas de Michael.

No Nono round, depois de muito castigo, Michael foi a Knockdown mais 2 vezes, e o arbitro deu aquela que seria a ultima luta de Popó por encerrada por nocaute tecnico no nono round.

Dias após a luta, Michael lançou mais um desafio, desta vez para uma revanche no Brasil e Popó aceitou. A luta deve ocorrer em São Palo no fim do ano.

 

Cartel

  • 41 lutas
  • 39 vitórias
  • 33 nocautes
  • 2 derrotas

 

 

 

Peter venancio

Quando criança, ouvia as histórias que o pai narrava sobre o tio, que lutou boxe no Exército, contos que o impressionavam e despertavam a curiosidade de garoto. Pensava na estranheza de lutar mano-a-mano com outro homem, uma coisa quase medonha. Foi amador até os 23 anos, quando teve a oportunidade de se profissionalizar, e encarar a atividade não como hábito, mas sim como um meio de viver e construir sua carreira. Em 1994, morou nos Estados Unidos. Lá, assinou um contrato de quatro anos com Don King, que foi mentor de Tyson. Na época, era o número dois, chegando, então, ao primeiro lugar. Lutou cinco vezes, e perdeu o título mundial por pontos, numa luta que abriu de vez as portas da sua carreira internacional. Mesmo com uma derrota, Peter tornou o combate difícil para o norte-americano William Joppy. Treinava duro e se dedicou ao aprimoramento da técnica. No Panamá, pelo título latino-americano, ganhou por pontos e foi ranqueado como número um pela Associação Mundial de Boxe. Lutou também contra Vernon Phillips, que já foi parceiro de Don King, como ele. Como profissional, ganhou o título sul-americano, foi campeão paulista, brasileiro, latino-americano, no Panamá, em 1994, o que o habilitou no ranking internacional. Lutou pelo título internacional do Conselho Mundial de Boxe, entre outros. Pelo boxe amador, foi tricampeão paulista, bicampeão brasileiro, bicampeão sul-americano e melhor boxeador do ano de 1987. Participou das Olimpíadas de Seul e dos Jogos Panamericanos de Indianápolis, nos Estados Unidos. Em 2005, em São Paulo, disputou o título latino-americano dos meio-pesados pelo Conselho Mundial de Boxe, com o então campeão brasileiro Mário Soares, o Marinho. Na época, Peter liderava o ranking nacional, mas vinha de algumas derrotas, como para o argentino Jorge “Locomotora” Castro. Marinho, um respeitado lutador, mais jovem e menos experiente nos ringues, não teve condições de segurar a mão pesada do velho mestre, e perdeu a luta no segundo minuto do nono round, quando o árbitro suspendeu o combate por TKO. Peter não era o favorito, e surpreendeu pela resistência e eficácia, derramando saraivadas de golpes sobre seu adversário, sem chance de defesa para a guarda de Marinho. Depois de 27 anos de carreira, 56 lutas como profissional, 46 vitórias, 36 por nocaute, e um empate, declara que vai mesmo pendurar as luvas e se dedicar a ser professor, “É uma coisa que eu posso fazer, e muito bem. Eu sou o tipo de atleta que gosta de passar treinamentos diferentes, para diversificar a técnica, e elaborá-la comigo mesmo, ao mesmo tempo em que ensino”, declara. “Para decidir uma luta é importante estar preparado e treinar bastante, não só fisicamente, mas o psicológico tem que ser firme. A autoconfiança é essencial nesses momentos. Tem que subir no ringue com espírito vencedor.”

Cartel

  • 61lutas
  • 46 vitorias
  • 36 nocautes
  • 12 derrotas
  • 1 empate

conquista

Pelo boxe amador, foi

  • tricampeão paulista
  • bicampeão brasileiro
  • bicampeão sul-americano
  • melhor boxeador do ano de 1987
  • Participou das Olimpíadas de Seul
  • Jogos Panamericanos de Indianápolis, nos Estados Unidos

Pelo boxe profissional foi

  • Campeão paulista
  • Campeão brasileiro
  • Campeão sul-americano
  • Campeão latino americano

 

 

José Adilson Rodrigues dos Santos

 

Durante a primeira parte de sua carreira, teve como principal divulgador o locutor e empresário Luciano do Valle Queiroz, parceria que rendeu algumas críticas evidentes a Luciano devido a supostamente exagerar nas qualidades do sergipano para fins de promoção de vendas. À época, ele foi treinado pelo famoso americano Angelo Dundee, que instruiu lutadores como Sugar Ray Leonard e Muhammad Ali.

Maguila foi, por muitas vezes, questionado sobre sua técnica e a fragilidade de seus adversários, porém, esquecem que muitos deles também enfrentaram grandes pugilistas como Mike Tyson, George Foreman, Evander Holyfield etc. Maguila tinha muitas virtudes, haja visto o seu cartel vitorioso, o predomínio no boxe sul-americano e a sua posição no ranking mundial. Nenhum boxeador consegue resistir por muito tempo sem ter talento ou sendo "apadrinhado".

A parceria com a Luqui (empresa de Luciano do Valle) terminou em 1989 após a sua vitória sobre o pugilista Walter Armando Masseroni. Luciano havia decidido pelo fim da carreira do lutador sem consultá-lo, fato com o qual Maguila não concordou.

Maguila tornou-se o primeiro brasileiro campeão mundial dos pesos-pesados no dia 22 de agosto de 1995 – então aos 37 anos – ao derrotar por pontos o inglês Johnny Nelson na cidade paulista de Osasco. O título era da inexpressiva Federação Mundial de Boxe (WBF), uma das dezenas de entidades que representam a categoria.

Encerrou a carreira profissional em 29 de fevereiro de 2000, após a sua derrota por nocaute para Daniel Frank. Entre as suas derrotas mais importantes destacam-se a derrota para o lendário George Foreman em 1990 e, 1 ano antes, para o então aspirante ao título Evander Holyfield. Entre as vitórias mais expressivas, venceu James Smith, James Stillis e o argentino Daniel Falconi.

Principais títulos: campeão brasileiro, sul-americano, latino-americano, pentacampeão continental, campeão das Américas e campeão mundial pela Federação Mundial de Boxe.

 

 

Cartel

  • 85 lutas
  • 77 vitórias
  • 61 nocautes
  • 7  derrotas
  • 1 empate

 

Servílio de Oliveira

  

Iniciou na modalidade em 1960, aos 12 anos de idade, após ver o ídolo Éder Jofre, sagrando-se campeão mundial de boxe, ao vencer o lutador mexicano Eloy Sanches, por nocaute no 6º assalto.

Treinando na Academia Flamingo começou a se destacar em 1966 sendo campeão do Torneio A Gazeta Esportiva, vice-campeão paulista e campeão do Torneio dos Campeões. No ano seguinte já pelo Clube Atlético Pirelli foi campeão paulista, campeão brasileiro e campeão do Torneio dos Campeões. Participou dos Jogos Pan-americanos de 1967 vencendo na primeira luta Pedro Bendex da Colômbia mas derrotado na luta seguinte por Harlan Marbley (EUA).

1968 seria um ano ainda melhor para Servílio: é novamente campeão paulista, campeão brasileiro, campeão do Torneio dos Campeões e campeão latino-americano em Santiago do Chile.

Nos Jogos Olímpicos de Verão de 1968 enfrentou e venceu Engin Yedgard da Turquia e Joe Destimo de Gana mas foi derrotado pelo mexicano Ricardo Delgado na semifinal, mesmo assim obteve a medalha de bronze, a 14a.medalha na história do país nas olimpíadas. Ricardo Delgado seria o campeão olimpico.

Logo em seguida, já profissional, sagrou-se campeão brasileiro e sul-americano dos moscas. Este último foi conquistado no Guayaquil no Equador contra o pugilista local, Angel "Petiso" Sanchez por nocaute no 7o.assalto.

Na trajetória rumo ao título mundial de boxe sofreu acidente em combate, um descolamento de retina decorrente de uma cabeçada involuntária de seu oponente, Tony Moreno, no ginásio do Ibirapuera em 1971, interrompendo a carreira com apenas 23 anos.

Quatro anos e sete meses depois, retornou aos ringues e, após vitórias consecutivas, sagrou-se novamente campeão brasileiro dos moscas.

Em 1978 desafiou o então campeão sul-americano dos moscas, o chileno Martin Vargas, quando foi impedido, já no Chile, local onde seria a luta e na véspera do combate, de continuar a sua carreira por uma comissão médica daquele país sob o argumento de que o regulamento não permitia que o pugilista com menos de 1/4 de visão em uma das vistas lutasse. Encerrou definitivamente a carreira invicta com um cartel de 20 lutas e 20 vitórias. Foi treinado por Antonio Carollo.

É considerado pelos críticos um dos melhores pugilistas brasileiros de todos os tempos.

Títulos

 

  • Campeão da Forja dos Campeões em 1966
  • Campeão paulista em 1966 e 1967
  • Campeão Latino Americano em Santiago do Chile, empatado com Francisco "Morocho" Rodriguez, (futuro campeão olímpico dos moscas-ligeiros em 1968).
  • Medalha de bronze nos Jogos Olímpicos da Cidade do México 1968.
  • Campeão brasileiro em 1969
  • Campeão sul-americano em 1970
  • Terceiro colocado do Ranking Mundial em 1971.
  • Campeão brasileiro em 1977.